A súbita, inesperada e inacreditável possibilidade de intuir o que vai na cabeça de um toiro surpreendeu-me. Digamos que por uma espécie de telepatia, compreendi o que ele sentia. Santo António que, dizem, falava aos peixes e as fábulas de La Fontaine, levaram-me a não pensar mais no insólito da situação e simplesmente reproduzir o que me foi dado perceber. Até porque sendo eu tão interessado e chegado à Tauromaquia, o desejo de aproximação que o toiro demonstrou, ser natural e ter-me envaidecido.
Assim, o meu “interlocutor”, após o que já tinha dito no poema que já reproduzi, continuou a, filosoficamente, dissertar. Acabei por descobrir que era possuidor de inesperadas qualidades de compreensão e raciocínio, impensáveis em indivíduos da sua espécie.
“Sei que os humanos não vão acreditar em si. Disse-me. Que consegui fazer-me entender e colocar as minhas ideias. No entanto acreditem ou não, vou continuar.
A minha atitude perante o fenómeno tauromáquico não é consensual. Aos humanos, perante a dor, mais frágeis que nós e, sem ofensa, com menos garra, fibra, é difícil admitir a forma complacente como encaro o nosso papel numa tourada. (ver poema) Entendo e até agradeço, a preocupação dos “contra” pelo sofrimento que eles decidiram nós sofrermos. Apesar dos humanos terem outras práticas como o box, rugby, karaté, judo e, mesmo basket, onde a violência e sofrimento está presente.
Aliás os humanos gostam mais da violência e confronto avulso que nós, que o fazemos por necessidade. Para podermos manter a característica que nos distingue e de que tanto nos orgulhamos, a BRAVURA. Que não sendo estimulada se perde. Vocês, ao contrário, andam continuamente à procura de motivos para manifestações, arruaças e agressões. Já não falando nas guerras em que andam sempre metidos, pelos mais variados motivos. Nomeadamente os “contra”/anti taurinos, julgam que o apresentarem-se como almas cândidas, sensíveis, e evocarem motivos humanitários os absolve dos exageros a que por vezes se entregam.
Em França um grupo de “contra”/anti taurinos/arruaceiros/ativistas, impediu o prosseguimento de um espectáculo, invadindo o recinto e a arena. Grupo igual com o mesmo objetivo, fez o mesmo em Barcelona.
Atos classificados como de vandalismo abundam. Sofreram-nos: a praça de toiros instalada em Barcelos para a realização de uma tourada A FAVOR DOS BOMBEIROS…. O
Monumento erguido em Salamanca ao malogrado José Falcão. Nem a memória da sua trágica morte na arena, impediu estes “bem formados” cidadãos de tal ação. Contra o mural que circunda a praça de Las Ventas representando um “encierro”, foi lançado um camião para o danificar. Na ganadaria espanhola de Roger Martin, destruíram a cerca, pintaram com spray o tentadero e, num impulso de carinho pelos animais, estropiaram um grupo de bezerros que estava apartado no curral. Em Setúbal foram frases ordinárias e palavrões, ofendendo aficionados e toureiros, que foram pintadas na praça de toiros. Bela demonstração do nível intelectual destes “contra”. O Museu Taurino da Moita também não escapou. Por último, um grupo que se denomina de ANONYMOS, ameaça atacar todos os sites taurinos.
Depois há as ruidosas e ridiculamente coreografadas manifestações à praça dos tauródromos. Não conseguem mais que trinta a quarenta aderentes mas, mesmo assim, conseguem que a PSP monte à sua volta um perímetro de segurança. Certamente para evitar que esses “pacatos” cidadãos, decidam ir provocar pessoalmente os incautos que se dirigem para o espectáculo.
Sentimo-nos sensibilizados com toda esta atenção mas, desculpem, não temos interesse nestas iniciativas, nem vemos que sejam completamente sinceras. A agressividade, prepotência e baixo nível de algumas das diligências acima referidas, a juntar aos blogs e sites “contra”/anti taurinos, de igual calibre, que existem, levam-me a pensar em desespero de causa. De forma egoísta, pela força, querer que alguém pense como nós. Impedir pela força, que não se faça o que não queremos, mesmo que existam as melhores justificações e, neste caso, não existem, não é correto. Descontado o exagero, faz lembrar o tempo da Inquisição, quando a Fé era imposta à força e queimados na fogueira aqueles que não a aceitavam.
Assim, embora respeitando as vossas opiniões aliás, numa Democracia sei, é como se faz, peço que nos deixem viver a nossa vida. Cumprir um destino que aceitamos, por o julgarmos melhor do que aquele que os “contra” nos querem impor. Além de tudo isto, como já disseste, há muita gente para quem os espetáculos tauromáquicos, representam uma receita suplementar, indispensável para equilibrar o baixo rendimento que têm para sustentar as suas famílias. Gente modesta, de pouca relevância, que nunca é referida ou considerada quando há debates sobre esta matéria. Curiosamente, seja pelos pró ou contra as touradas, mas que são o esqueleto destas – bilheteiros, porteiros, arrumadores, moços de arena, encarregados dos curros, emboladores, empregados dos cavaleiros, pessoal dos bares, bombeiros, polícias, cornetim, banda, campinos. Pessoas esquecidas pelos sensíveis e solidários (!..) “contra” na “guerra santa” que empreendem com vista ao fim das touradas”.
Nestas declarações, digamos, taurinas, tirando um ou outro toque, só interferi dando-lhe forma de letra. Todavia, tenho do nosso meio taurino e da nossa sociedade, um conhecimento mais profundo que o meu “amigo” de quatro patas. Dado o interesse por ele demonstrado, por este assunto, senti-me na obrigação de lhe dar alguns esclarecimentos, aplacar os seus receios.
Não! Apesar dos patéticos truques e pretensiosos e contundentes artigos dos “contra”/anti taurinos, hostis à Tauromaquia, esta não está ameaçada. Juntar gente para manifestações anti touradas parece ser cada vez mais difícil. Aos abaixo assinados com a mesma finalidade, sucede o mesmo. Percorrendo os vários blogues e sites “contra”, verifica-se que alguns já desistiram, outros pouco movimento têm. A luta pela sobrevivência vê-se pelos frequentes pedidos e convites de colaboração que emitem.
Outro expediente, para encherem o blogue, dar-lhe importância, é colaborarem entre si. O mesmo comentário ou artigo é diligentemente divulgado por todos eles. O Arco…está em todas. O despudorado e ofensivo ataque a pessoas, entidades e instituições, obrigando-as, em defesa do seu bom nome, a responder, é, do mesmo modo, usado com frequência. Principalmente pelo blogue Arco de não sei quê.
Recebida a resposta, esta é dividida por parágrafos e estes respondidos um a um. É a forma do Arco de…arranjar material para manter o blog vivo. Para poder subsistir. Quem não consegue colaboração, por falta de ideias próprias, faz como fez o blogue CAPT-campanha anti touradas, cujo responsável chegou a anunciar abandonar o projeto.
Porém, os insultos, provocações e palavrões aos aficionados, utilizados pelos blogues “contra”, por repetitivos, tornaram-se obsoletos, inúteis. Ninguém lhes liga. Assim, preciso é não responder às provocações ou convites desses blogues. Sem “lenha” para o alimentar, o fogo persecutório dos anti taurinos, dos “contra”, extingue-se por inércia. Os esporádicos fogachos que teimam em existir e as caricatas manifestações, baixo assinados e exposições, apenas representam o estrebuchar dos “contra”.
Carlos Patrício Álvares (Chaubet)
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