S U G E S T Ã O E E S P E R A M Ç A

Por ser aficionado à Tauromaquia, sou violentamente insultado, por vezes grosseiramente, por pessoas travestisadas de candidas e caridosas almas. Através de descaradas, pretensiosas, provocadoras, apalhaçadas e ruídosas manifestações à porta das praças de toiros ou, cobarde e habilidosamente na internet, a coberto do anonimato ou  pseudónimo, esses insignes cidadãos, desafiam e inventivam os que, pacatamente, usufruindo o seu direito de escolha, apreciam os espetáculos tauromáquicos.

A agressividade e atrevimento é de tal ordem que, para evitar que eles se continuassem a aproximar dos aficionados para os censurar, dirigindo-lhes palavras insultuosas e desafiadoras, proporcionadoras de conflitos (logo aproveitados pelos manhosos “contra” para acusarem de violentos os taurinos) se criou um espaço, vigiado pela Polícia, onde eles são acantonados. A necessidade de tal prevenção, denuncia bem o seu “pacifismo”. Vale-nos saber que é apenas uma minoria, com tendência a desaparecer.

A existência do BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME – CONVERSA AMIGA – ASSOCIAÇÃO CONTRA A FOME – COZINHA COM ALMA – HERÓIS DO MAR e ainda, sei, há mais, são grupos de PESSOAS  moralmente bem formadas, que se preocupam com o sofrimento alheio. Infelizmente no entanto, em número insuficiente. É mesmo esta a razão porque, tomando em consideração o entusiasmo, imaginação, perseverança, postas pelos “contras”, pelos antitaurinos, nas suas  ruidosas demonstrações anti touradas, e partindo do principio de  serem verdadeiros os seus bons sentimentos e sensibilidade, me ocorreu fazer uma sugestão.Dar-lhes a conhecer a  existência destas organizações  de solidariedade e a necessidade que elas têm de colaboradores.

O conhecimento da escassez de membros com que elas se debatem, talvez os motive a ajudá-las. A porem ao seu dispor a energia, persistência, e bons sentimentos que reivindicam. Não terão a cobertura mediática que as caricatas manifestações, os “meets” diante das praças de toiros têm mas, a serem verdadeiros os bons sentimentos que apregoam, certamente lhes bastará a consciência de terem mostrado a sua empatia e preocupação pelos que delas precisam.

Esperançado em que esta sugestão seja aceite.

Carlos Patrício Álvares  (Chaubet)

A  I  N  D  A    A   P  R  O  P  Ó  S  I  T  O

Por mera coincidência, após escrever este texto, tive que ir à Estação de Santa Apolónia. Eram 19h30. Lá estavam dois carros particulares e uma carrinha. Uma “multidão”  a rodeá-los. Eram carenciados à procura de comer, de ajuda, do carinho humano de que estão privados. Já tinha assistido anteriormente a cenas identicas mas, desta vez, tomei mais atenção. Confirmei que continua a haver quem se incomode com aqueles para quem a vida foi ou é madrasta. Ver o interesse e carinho com que o fazem, a satisfação que exteriorizam por poderem ser úteis a que precisa, emocionou-me. E tudo feito discretamente. Mostrando com tal procedimento, a delicadeza e sinceridade dos seus sentimentos. Não os propagandeiam através de gaitas, apitos ou gritaria como fazem os “contra”, os anti taurinos nos seus protestos de oposição aos espetáculos tauromáquicos. Para eles basta-lhes sentirem-se bem por poderem, de algum modo, atenuar o sofrimento de alguém.

Perante esta situação e tendo em conta o exaustivamente  publicitado voluntarismo dos “contra”, dos antitaurinos, para boas ações, sugiro  que ponham de parte o sempre invocados padecimentos do toiro, e  aceitem ir colaborar com as referidas associações, para as quais o sofrimento humano é prioritário. Tenho a certeza que seriam úteis e bem recebidos. Tenho alguma esperança de que esta sugestão seja aceite.

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Uma resposta

  1. Senhor Carlos Patrício Álvares, gosto genuinamente de o ler, até porque defendo que devemos conhecer “o outro lado” para o podermos criticar. Porém, tenho de o corrigir. Espero que não me leve a mal, assim como eu também aceito que me corrijam quando digo um ou outro disparate sobre a tauromaquia.

    O senhor diz: “A agressividade e atrevimento é de tal ordem que, para evitar que eles se continuassem a aproximar dos aficionados para os censurar, dirigindo-lhes palavras insultuosas e desafiadoras, proporcionadoras de conflitos (…) se criou um espaço, vigiado pela Polícia, onde eles são acantonados. A necessidade de tal prevenção, denuncia bem o seu “pacifismo”.

    É verdade que os manifestantes têm de ficar por detrás de uma barreira. Barreira essa colocada pelas autoridades policiais. Porém, a razão de ser dessa barreira (e repare que isto sucede em todas as manifestações e não apenas nas de defesa animal.) não é a de evitar que os manifestantes agridam os aficionados. A polícia não está lá para impedir que os manifestantes agridam os aficionados nem o contrário. A polícia está lá e obriga os manifestantes a ficarem confinados ao espaço estabelecido para cumprir a lei da manifestação que diz no seu art.º 7 que as ” autoridades deverão tomar as necessárias providências para que as manifestações decorram sem a interferência de contramanifestações que possam perturbar o livre exercício dos direitos dos participantes”.

    O direito à manifestação é um direito constitucional. É de tal forma importante que não pode ser limitado por grupos que pretendam contramanifestar-se. É precisamente na defesa deste direito, plasmado na Lei Fundamental, que a polícia é chamada a estar presente em toda e qualquer manifestação (seja contra o aumento de impostos, seja contra despedimentos colectivos, seja contra as corridas de touros…)

    Duas notas:
    1. Acredita mesmo que a meia dúzia de gatos pingados que se manifesta numa Praça com capacidade para cerca de 10.000 pessoas ia arriscar a dar uma traulitada num aficionado? Só se não tivesse amor à vida! A diferença numérica é tão esmagadora que nem um lunático pode acreditar que o objectivo dos manifestantes seria bater nos aficionados…
    2. Não vou sustentar que todos os aficionados são maus e que todos os anti-taurinos são bons porque todas as generalizações são injustas e eu tenho grandes amigos aficionados, que sei serem pessoas incapazes de qualquer acto de violência, mas digo-lhe, sem reservas, que estou farto de ser ameaçado por aficionados de piropos do género: “venham a Vila Franca manifestar-se que vão ver o que é bom para a tosse. Aqui, nem a polícia vos salva.” E quem diz VFX diz Chamusca, Santarém, Moita, Samora Correia, etc.

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