À ATENÇÃO DOS AFICIONADOS-PRINCIPALMENTE FORCADOS

Verificámos que atualmente o pegar toiros, o ser Forcado, alicia muitos jovens. Grupos de forcados são já para cima de cinquenta tendo, cada um deles, “pelo menos” vinte elementos.

Pensámos pois que um maior e melhor conhecimento do mundo dos forcados, seria útil para quem pretende experimentar tal prática.

Assim, através de dados já publicados e do domínio público, iremos elaborar  um blogue que irá descrever  a implantação do Forcado no nosso espectáculo tauromáquico – as  incidências desse trajeto – a empatia dos portugueses com essa figura que tão bem identifica a maneira de ser dos portugueses – o  movimento dos forcados nos últimos setenta anos – data da fundação dos grupos, nomes do seu fundador e do primeiro cabo – nomes  dos  elementos  antigos e atuais  – acontecimentos mais marcantes que tenham acontecido durante a vivência do grupo.

Mesmo grupos que tenham deixado de existir serão referenciados, caso se encontrem elementos para o fazer.

Faremos o possível para encontrar fotografias ou desenhos compatíveis com o que escrevemos, identifique os grupos, pegas ou forcados que tenham tido maior relevância.

Para  tal, contamos  com a  ajuda que nos quiserem prestar, enviando-nos fotografias, comentários ou sugestões que se enquadrem neste nosso objetivo.

Foi o apreço que temos pelo Forcado que nos levou a este projeto. Aceitamos igualmente, todas as sugestões ou observações que o possam melhorar ou facilitar a sua concretização.

NOTA FINAL: Pretendemos que este blogue esteja sempre atualizado, acompanhe a evolução dos Grupos referenciados. Assim, o conhecimento de incidentes dessa evolução, com relevância para serem incluídos no histórico desses Grupos, serão bem-vindos.

CITEDELARGO.WORDPRESS.COM

INFORMÁTICA- RAFAEL DE PAULA CARVALHO-

RAFADEPAULA85@gmail.com

SEMPRE A BEM DO FORCADO

José Barrinha da Cruz, pessoa atenta ao que se passa no nosso meio tauromáquico. Nomeadamente como é compreensível pois também vestiu a jaqueta de ramagens, no tocante aos forcados. Tal facto levou-o a fazer um reparo, sugestão à ANGF. Esta entidade respondeu, sentia-se com certa displicência, certamente após Assembleia Geral, pois o seu Presidente  José Fernando Potier, diz ser apenas um porta voz do que os associados decidem em A.G.

Segundo Barrinha da Cruz, a ANDT-Associação Nacional Dos Toureiros, pediu uma reunião com o Inspetor Geral das Atividades Culturais, para tratar de assuntos de interesse para a classe que representa. Com oportunidade e razão, sugeria então B.C., que a ANGF-Associação Nacional dos Grupos de Forcados, tivesse iniciativa semelhante. Que pedisse uma reunião à Comissão de Tauromaquia do Conselho Nacional da Cultura, para abordar o caso dos ferros que os cavaleiros tauromáquicos usam na lide dos toiros. Confirmar se no Artº 43º do projeto de regulamento tauromáquico que há onze anos espera homologação,  há alguma alteração que leve a que o risco que os ferros têm para os forcados não seja tão gravoso como, infelizmente, já tem sido.

A esta adequada lembrança de B.C. a ANGF (no comentário vem o nome do Presidente, mas como ele diz que apenas faz o que a A.G. delibera, o que ela determina, o que o manda fazer…), com certa arrogância, revelando falta de memória e denunciando fragilidade ou incompetência respondeu: “não sei se sabe mas a ANGF já fez o trabalho de casa há muito tempo. A Direção da ANGF fez tudo o que estava ao seu alcance para que a utilização de ferros de segurança, fosse implementada tão breve quanto possível”. E se sabe não sei se sabe mas a ANGF já fez o trabalho de casa há muito tempo, não sei se sabe mas a ANGF já fez o trabalho de casa há muito tempo fosse implementada

Ora a ANGF em 2001, dizia na sua declaração de intenções, que iria ser estudado o caso das bandarilhas. Que iria apresentar a situação, com a finalidade de serem usadas em Portugal as bandarilhas à espanhola, protegendo assim os forcados de um perigo acrescido que tantas  vítimas já tem feito. Como se vê a intenção era boa. Foi até a principal razão porque eu, gostando dos forcados como gosto, recebi a notícia da formação da ANGF com euforia. Que, infelizmente, foi substituída por um sentimento de deceção.

A ANGF (não o jovem atrevido e malcriado que diz não saber eu do que falo) diz “já fez o trabalho de casa há muito tempo”. Isto referindo-se à resolução de um assunto a que, na sua declaração de intenções é de primordial importância. Pois passados “ONZE ANOS” o caso não está resolvido.

Dificuldades com os cavaleiros e alguns grupos de forcados (aqui não percebo eu…) alega. Então a ANGF não é cabeça de cartaz como são os cavaleiros? Não tem  força igual? Para mim até são os forcados que têm mais força. Apesar do valor dos nossos excelentes cavaleiros tauromáquicos, são os forcados que identificam a tourada, a corrida de toiros à portuguesa. Arte de Marialva é uma coisa, rojoneio outra, mas o certo é que são duas formas de tourear a cavalo. Para pegar toiros é que só existem aquelas que os portugueses utilizam.

Tendo o Forcado esta força, a ANGF não  impor a obrigatoriedade das bandarilhas de segurança, é que considero incompetência ou falta de personalidade. O não reconhecimento do próprio valor.

A ANGF é pródiga em vetos. Castigados com eles – espetáculos, grupos de forcados, praças, empresários. Essa autoridade é-lhe dada pelas assembleias gerais que vai realizando. Se há essa união, porque não exigem as bandarilhas à espanhola? Mortes e consequências gravíssimas e irreversíveis de que têm sido responsáveis os ferros espetados nos toiros, justificariam e tornariam compreensível tal imposição. A ANGF recomendava aos seus filiados, a recusa de entrar em espetáculos em que não houvesse a certeza do uso de bandarilhas de segurança. Apreciando dar vetos como aprecia, quem não cumprisse… veto para cima. Neste caso recebidos com simpatia.

Isto está mais comprido do que queria, mas é um tema pelo qual me interesso muito. Não consigo parar. Mesmo que esteja a escrever só para mim, sinto-me bem. Desabafo. Antes de terminar.

A Assembleia Geral da ANGF, em resposta ao José Barrinha da Cruz, diz que o caso dos ferros já está previsto no tal novo regulamento. Como tenho um exemplar, fui consultá-lo. A não ser que a idade já me esteja a perturbar o raciocínio e, como diz o ANGF, já não saiba o que digo, parece-me que na resposta que esta deu a Barrinha da Cruz, no tal “sebastiânico” regulamento, continua a perigosidade desnecessária dos ferros. Parte-se o ferro e ficam 35cm na rês, diz o artigo. Devia era quebrar logo pela parte oposta à ponta. Aliás como já se vê acontecer com alguns cavaleiros. 35cm espetados no dorso do toiro continuam a ser um perigo.

Só me resta pedir compreensão a José Braga da Cruz, por me ter metido num assunto que despoletou, e que não precisa que o defendam por ele. Mas…e o mau génio?

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

 

 

AINDA IRÁ OU IRIA A TEMPO?

Como já escrevi, o sucedido a Nuno Carvalho dia 6 de setembro de 2012 na arena do Campo Pequeno, chocou-me profundamente.Voltei a interessar-me pelos problemas dos Forcados. Não porque os tivesse esquecido. Mas sim por nada conseguir fazer, devido à falta de resposta da Presidência/Direção/Assembleia Geral da Associação Nacional de Grupos de Forcados às minhas ideias ou sugestões a favor deles. (Presidência/Direção/Assembleia Geral. Como, segundo o Presidente da  ANGF  José Fernando Potier  diz, serem  todas  as decisões  tomadas em A.G., penso que assim é a melhor forma de identificar de quem falo )

Todavia, como o meu interesse pelos Forcados está acima de qualquer garotice não desisto facilmente. O assunto do seguro  de acidentes  pessoais, devido ao acontecido a Nuno Carvalho, tinha que vir à baila.

Já há alguns anos sugeri à P/D/A.G. da ANGF, que se fizesse um seguro cobrindo morte, invalidez- permanente ou impeditiva de exercer atividade ou profissão. Abrangidos por esse seguro, todos os grupos filiados na ANGF. O prémio seria pago com a contribuição que os grupos entregam à ANGF.

Como de costume, certamente por determinação da P/D/A.G. não obtive qualquer resposta. Não sei se o facto de J.F.P. estar ligado aos seguros e achar não ser este vantajoso para a sua entidade patronal teve alguma influência. De qualquer maneira, constou-me que o P/D/A.G., mesmo sem ter feito qualquer consulta, considerou que nenhuma seguradora aceitaria o seguro. Além de que o prémio a pagar seria muito alto.

José Fernando Potier, julgo que a título individual, diz que não sei do que falo. Como ele é perito em seguros e não tenta um seguro deste género, admitindo que não é por inércia ou por falta de capacidade de argumentação, talvez tenha razão. Porém, tenho lido que as seguradoras, levando mais ou menos dinheiro, fazem todo o tipo de seguros. Sendo assim, prioritário era saber o preço desse seguro. Estudar-se depois forma de o tornar exequível. Não serem necessárias manifestações de solidariedade, sempre bem-vindas e nunca suficientes, note-se, a favor do Forcado que se lesiona. E a concretização desta minha sugestão, ser feita antes do Regulamento do Espectáculo Tauromáquico que depois de revisto espera aprovação por decreto regulamentar, entrar em vigor. (irá ainda a tempo?…)

“Lê-se no Diário da República que foi para revisão: DECRETO-LEI nº 306/91 de 17 de Agosto……

Art. 5º -1-É obrigatória, nos espectáculos tauromáquicos em que intervenham forcados, a constituição de um seguro de acidentes pessoais.

             2 – As obrigações emergentes deste artigo são da responsabilidade da entidade promotora do espectáculo.

O diploma com estas diretrizes, foi visto e aprovado em Conselho de Ministros de 20 de Junho de 1991”.

Ora no Regulamento que espera regulamentação e onde se lê – “foi revisto pelo Governo através de adequado instrumento legal que o habilita a tal procedimento. Considerando ainda que foram ouvidas as associações representativas do sector” – o Artº 5º, que beneficia os Forcados, não vem mencionado.

Terá sido incompetência. Falta de maturidade e de firmeza da Associação Nacional de Grupos de Forcados e cabos de grupos que possam terem sido ouvidos, consentir que o Artº 5º ficasse ausente do Regulamento revisto? Para mais dizendo a alínea “2” deste artigo – “ser a entidade promotora do espectáculo a suportar as obrigações emergentes do artigo?” quer dizer, a suportar a despesa do seguro.

Isto, “tendo sido ouvidas as associações representativas do sector”, como se lê no Regulamento que vai entrar em vigor.Então a ANGF não foi criada para defender os interesses do Forcado? Como se admite que tenha consentido esta situação? Se deu luta, do que duvido, foi pouca. A vida de um Forcado, a preservação da sua integridade física, merece ser defendida o mais acaloradamente possível. E não vale a pena dizer que falo do que não sei pois o que, de certeza sei, é que não houve qualquer manifestação de repúdio contra o desaparecimento do Art. – 5º. Para se opor a tal é que a P/D/A.G., tão célere nos vetos e suspensões se devia ter manifestado. E tenho a certeza de que teria todos os forcados a apoiá-la.

Quando a ANGF se formou, tive esperança de que uma das suas primeiras tarefas, seria dar força ao Artº 5º. Sendo da autoria do Governo, Empresário que não o cumprisse, poderia ser denunciado à autoridade. O Forcado estava assim a salvo dos “calotes” de que muitas vezes é vítima. (Agora não. Como a ANGF tem interesse no que o grupo recebe, ai de quem falhar. Veto para cima do empresário que a tal se atreva)

Também, mantendo-se o Artº 5º, como era emanado do Governo, os grupos podiam queixar-se a este, caso as seguradoras se mostrassem renitentes em fazer o seguro. Agora, individualmente e com os custos do seguro a sair-lhes do bolso, as seguradoras comportam-se como o aceitar o seguro é um favor que fazem.

Quanto ao prémio ser alto, o Forcado é cabeça de cartaz. É aquele que melhor identifica o nosso espectáculo tauromáquico. Apesar dos excelentes cavaleiros tauromáquicos que temos, é ele que lhe dá o ineditismo que possui. Apesar de tudo isto, não é que lhe paguem o seu prazer de pegar toiros que desejo. Não sugiro que seja pago como são os outros cabeça de cartaz. Pretendo simplesmente que esteja  protegido dos percalços mais gravosos que possam acontecer.

Li que o seguro para os forcados custa 25.000euros. Como se pôde aceitar seguro de tão baixo valor! É o Presidente da ANGF o primeiro a reconhecer esse facto, a pôr-se à disposição e a sugerir a solidariedade de todos para ajudar Nuno Carvalho. Mas porque nada fez para alterar esta situação? Antes do sucedido a Nuno Carvalho, já houve forcados que morreram em consequência de uma pega. Não devia ter já convocado uma A. G. para aprofundar este problema? Em vez das convocar para expulsões, vetos ou reprimendas? Não devia procurar o apoio de todos os grupos para impor serem os empresários obrigados a terem um seguro destes  –morte, invalidez permanente ou temporária, impeditiva de exercer qualquer atividade ou profissão.

O espectáculo não se podia dar sem que houvesse este seguro. Também aceito, como já disse, ser a ANGF a fazer o tal seguro idêntico a este abrangendo todos os grupos nela filiados.

Disse quase  tudo que tinha a dizer sobre esta matéria. Mas foi à laia de desabafo. Com empresários/forcados metidos na direção e A.G. e a P/D/A.G. a não querer fazer ondas as minhas sugestões, mesmo que sejam ou fossem boas, não pegavam.  Se calhar lá vai o Presidente Potier dizer que não sei do que falo. Está bem. O céu está longe….

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

ESPERANÇAS PERDIDAS

ESPERANÇAS PERDIDAS

A infelicidade de Nuno Carvalho, Forcado do Grupo do Aposento da Moita, faz-me voltar a aprofundar o assunto que mais me apaixona no espectáculo tauromáquico – o Mundo dos Forcados. Por comodismo não o tenho feito. Digo por comodismo por saber por experiência própria que qualquer comentário menos agradável que se faça à atitude ou comportamento da Direção/Presidência/Assembleia Geral da Associação Nacional dos Grupos de Forcados, é considerada ofensiva pelos suscetíveis” primas-donas” que as formam.

Tão suscetíveis, que os leva a ignorar ou secundarizar problemas existentes no meio dos forcados, traindo assim o que na declaração de princípios disseram- DEFENDER O PRESTÍGIO DO FORCADO.

Na verdade, sendo este um Símbolo Nacional querido e admirado pelo povo português, um grupo de seus admiradores, considerou ser merecedor de um monumento que eternizasse a sua memória. A ANGF, certamente apoiaria tal iniciativa, pois ia ao encontro do que ela se propunha fazer – dignificar o Forcado. Com essa finalidade, foi criada a COMISSÃO EXECUTIVA DO MONUMENTO AO FORCADO.

Prosseguindo este objetivo em nome CEMF, logo que a ANGF se formou, escrevi ao seu Presidente José Fernando Potier e a todos os grupos de forcados nela filiados, dando conhecimento do que nos propúnhamos fazer e, simultaneamente, pedindo colaboração.

Não obtive qualquer resposta. Admito que, por dizer verdades incómodas, não seja muito bem visto pela Direção/Presidência/A.G. (como, segundo F.P. todas as decisões são tomadas em A.G., penso que assim é a melhor forma de identificar de quem falo ).  Contudo, acima da antipatia que possam ter por mim, deveriam pôr um das  razões porque se constituiu a ANGF – DIGNIFICAR O FORCADO.

Porém infantilmente, acima do interesse daquilo para que dizem ter sido constituída os da D.P.A.G., vingam-se das ofensas que terei feito aos seus sensíveis e pretensiosos egos, não me respondendo.

Todavia, de forma informal e oral, meia dúzia de grupos prometeram o seu apoio. Como o Presidente da ANGF diz que todas as decisões são tomadas por votação, em A.G., deduzo que a falta de resposta ao pedido da CEMF tenha sido decidida pela D./P/A.G. Não terem os grupos que se mostraram disponíveis para ajudar, respondido por escrito, terá sido por medo de represálias. Serem castigados com algum dos vetos que a D./P./A.G. é pródiga em impor. Mas podiam-no ter feito. O determinado em A.G., parece não ser vinculativo. Se não agradar aos mais cotados, arranja-se forma de fugir ao deliberado.

Numa A.G. a proposta de que não houvesse mais que dois grupos de forcados por corrida foi derrotada. Os grupos proponentes não se deram por vencidos. Não aceitaram a decisão da maioria. Fazendo tábua rasa da votação, acordaram entre eles só atuarem em corridas com dois grupos.Pronto! Resolvida a questão. Como eles queriam.

Tenho uma certa dificuldade em adjetivar este comportamento…Prepotência? Abuso do poder? Infantilidade? Todas estas classificações servem. Daí a dificuldade em escolher uma.

Como disse, o que me levou a escrever sobre a ANGF foi a infelicidade do Nuno Oliveira. Todavia, como são muitos os procedimentos da ANGF que me incomodam, mesmo sem querer, eles veem à baila.

Por esse motivo, para não alongar demasiado este escrito, apenas mais uma coisa. Para se ter uma ideia da eficiência e interesse que a ANGF põe nos problemas que afetam os forcados basta dizer, que embora tenham passado quase vinte anos, ainda não esqueceu o caso das bandarilhas à espanhola. Boa vontade há. Falta-lhe é tempo. Com os vetos, suspensões, tribunais, expulsões, gasta-se todo. Por querer o melhor para o Forcado, recebi a criação da ANGF com euforia. Verifico agora que, infelizmente, foram esperanças perdidas.

Seja como for por hoje, vou ficar por aqui. Proximamente abordarei o caso do seguro dos forcados, que tão levianamente é tratado. Como prevejo uma conversa longa, deixou-a para essa ocasião.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

 

 

 

PARA O Sr. NUNO VINHAIS-CABO DO G.F.A.C.R.

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Os velhos quando escrevem, têm tendência para o uso de provérbios. Não fujo à regra. Assim, lembrei-me de um que se adapta perfeitamente a esta resposta: QUEM SEMEIA VENTOS COLHE TEMPESTADES. Quero eu dizer que foi  o escrito que J.F.P. escreveu sobre mim – “bilhete gratuito, que gosto de ser falado, de escrever qualquer coisa. Que tenho desejo de protagonismo. Que o meu comportamento é uma tristeza“, que provocou o meu comentário. Este o primeiro ponto.

Segundo ponto a ânsia de socorrer o seu amigo (o que, só lhe fica bem.É para isso que os amigos servem) levou-o a não ler com atenção este parágrafo do meu escrito: “Espanta-me é que estas atitudes sejam tomadas em nome da A. G. onde, sei, estão pessoas que considero realizadas e pelas quais tenho simpatia” Não o conheço bem mas, pelos seus esclarecimentos e  reacção, causou-me boa impressão. Englobo-o pois no número de pessoas que formam a A.G. das quais tenho boa impressão.. E por haver, certamente, mais votantes iguais a si, é que me  espanta algumas decisões tomadas em A.G. Se foi um dos que as votou favoravelmente, livremente e em consciência, só lhe fica bem pois é assim que se deve votar. Não entendo é porque se considera ofendido por eu estranhar que sejam aprovados vetos, castigos e exigências em demasia e rapidamente, e seja relegando para segundo plano um assunto tão importante para a segurança do forcado, como é o caso das bandarilhas.

Quanto ao ataque que faço a J.F.P.ser gratuito, releia o que ele  escreveu sobre mim, e diga-me, sinceramente, se continua a achar que foi gratuito.QUEM NÃO SE SENTE NÃO É FILHO DE BOA GENTE.  (cá está mais um ditado – defeitos da velhice). Aliás  foi uma reacção idêntica que o levou a escrever-me. Só que, a não ser o J.F.P., pelos motivos já expostos, ninguém mais ataquei individualmente. Embora o tenha feito superficialmente à ANGF. Admira-me é que tenha dito que sem fundamento, quando expus claramente os pontos em que discordava. Seja como for o direito a ter opinião própria, a liberdade de expressão estão consagradas na Constituição. Assim, mesmo que elas não nos agradem, temos que as respeitar.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

RESPOSTA A JOSÉ FERNANDO POTIER

 

Todavia,inimizades pessoais, compadrios e falta de isenção incompreensíveis, inviabilizavam a inscrição do Grupodo Ribatejo, na Associação Nacional dos Grupos de Forcados.   Então Joaquim José Penetra, Quim Zé, para quem o interesse do Grupo do Ribatejo está em primeiro lugar, tomou uma decisão,certamente custosa para quem gosta de pegar toiros como ele. Vendo que era asua chefia  a  impedir a inscrição do  Grupo na ANGF, desistiu do seu comando.

No entanto,sempre preocupado com o comportamento do G. do Ribatejo, não saiu sem arranjar substituto á altura. Encontrou-o em João Machacaz que, decidido, valente, fisicamente poderoso e com amor ao GFAR, mostrou ter sido boa escolha.

Decisão  tomada com sacrifício, mostra a personalidade e pragmatismo de Quim Zé. Qualidades, infelizmente, raras hoje em dia. O oportunismo, o“chico-espertismo” é o que mais se encontra.

 

O MENINO ATREVIDO E MALCRIADO

Sou acusado por José Fernando Potier,  “de ter bilhete gratuito, gostar de ser falado, de escrever qualquer coisa. Que tenho desejo de protagonismo. Acaba, condescendente, é uma tristeza”. Pois é, digo o mesmo ao ler o atrevimento deste individuo que só conseguiu ser conhecido após ter ido para presidente da ANGF. (como pode ter acontecido tal calamidade? Só pode ter sido por compadrio. Á partida via-se logo que não tinha estrutura para tal lugar) Deve mesmo ter sido o ser uma pessoa irrelevante que motivou o ser nomeado para lugar de tanta responsabilidade. Pensavam estarem descansados. Simpático e educado para os que o nomearam, tipo pobre diabo, pensavam estarem descansados. Certamente não iria levantar problemas.Todavia existe um velho ditado que por vezes a vida, mostra o que tem de verdadeiro: “QUERES CONHECER UMA PESSOA, DÁ-LHE O COMANDO. METE-LHE UMA VARA NA MÃO”.

Consultando a internet, fui ver o que tem sido a atuação da ANGF sob a sua égide. Apanhado no lugar  começou logo a engendrar formas de sair do semi anonimato em que até aí tinha vivido. A melhor forma de darem por ele, pensou, era mostrar o poder que obtivera com o cargo.

Não autorizou o Grupo de Forcados da Amareleja a cumprir a tradição de pegar toiros em pontas em Moura. Nessa mesma A.G. castigou  a empresa taurina, a “Maestranza  Lda”.

Sabendo que um grupo não filiado ia pegar a Espanha, a Atarfe, telefonou para a empresa organizadora dizendo não se responsabilizar pelo desempenho do grupo. Até aos espanhóis quis mostrar o seu poder…

Repreensão por escrito a um grupo, por ter apresentado um forcado sem jaqueta e, (ofensa das ofensas) não o ter retirado da trincheira como a ANGF tinha ordenado.

Repreensão  por  escrito por não ter respeitado a antiguidade dos grupos. A zeladora  ANGF, considerando,  e muito bem, que a antiguidade é um valor que deve ser respeitado, decidiu repreender o grupo prevaricador..

Para uma corrida em Pinhal Novo, estavam anunciados três grupos não filiados na,  pretensiosamente  toda  poderosa,  ANGF. Esta fez tudo para que a corrida não se realizasse. Ora estes grupos, não tendo corridas em Portugal, são obrigados  a  ir além  fronteiras  para a poderem  satisfazer a sua aficion. Acrescentam assim um maior perigo ao incómodo da deslocação.  Nada  disto  faz a rancorosa ANGF mudar de atitude.

Um Grupo estava anunciado para uma corrida no Montijo. Propaganda da corrida na rua. A ANGF viu que um dos grupos atuantes não era filiado, obrigou o empresário a tirá-lo para poder realizar o espectáculo. O empresário obedeceu porque, caso não o fizesse, seria vetado. O que iria prejudicar toda a sua função empresarial. Ora tal decisão, mesmo que justa, devia ter sido tomada atempadamente antes do empresário ter mandado fazer os cartazes. Até porque este manda com antecedência para quem de direito, o projeto do esperáculo. Escusava o empresário de ter gasto mais dinheiro inutilmente.

Um grupo estava pré selecionado. Uma A.G. decidiu arbitrariamente vetá-lo, apesar de há três anos ter intensa atividade tauromáquica. Até convencera a Autarquia a construir uma praça de touros na terra de que usa o nome.

Houve grupos, existentes antes de ser criada a sentenciosa Associação, que para nela entrarem, tiveram que se submeter a cumprir as exigentes regras por ela criadas. E como  só por favor entraram.

Para os que se formaram após ter aparecido, criou outra forma de demonstrar o seu poder, a sua força. Aceite a proposta de entrada, têm que ser avaliados por uma comissão criada pela ANGF. Sendo aceites, passam à categoria de “pré aprovados”. Tudo isto manobras não de diversão mas sim de ostentação. Entretanto, por esta ou por aquela ridícula razão que descobrem, prepotentes, alguns grupos nem sequer são aceites para avaliação.

Houve um grupo que recebeu do empresário, “menos” do que o tabelado pela despótica  ANGF. Nem o facto do grupo o ter feito por a corrida ser de beneficência e não ter tido a assistência que se esperava, abrandou a fúria do carrasco. O grupo, para não dar explicações e para não humilhar o empresário, declarara ter recebido o que está estabelecido. O empresário, possivelmente convencido que estava a lidar com pessoas solidárias e que até apreciariam benevolamente o gesto do grupo, disse a verdade. Pagara menos 125 euros a menos do que o exigido pela ANGF. Gesto de solidariedade que para pessoas bem formadas seria de louvar, foi motivo para que o grupo fosse suspenso dois meses. Atrevera-se a desobedecer e mentir à poderosa ANGF. Delito de extrema gravidade! Perante tal prepotência e achincalhamento o cabo do grupo reagiu humanamente, não lhe interessava pertencer a tal associação. Claro que foi decisão precipitada, Mas, homem de carácter não cedeu. No entanto, para bem do grupo que estava a ser prejudicado por não estar associado na ANGF, passou o lugar de cabo. A ANGF, frustrada por não o poder atingir, foi pondo problemas à reintegração do grupo  mesmo após a sua saída. Com a sua tomada de posição, fora ele que humilhara a ANGF. O que era inadmissível para o ego deles.

Com tudo isto, uma Associação fundada em 2006, com o objetivo de beneficiar e promover o Forcado, ainda não conseguiu impor as bandarilhas de segurança. Assunto que devia ser prioritário na sua atuação, ainda hoje se mantem sem solução. O que em nada abona a eficiência da gestão de José Fernando Potier. E os forcados continuam a ser vitimados por elas.

Sempre procurando pretextos para poder mostrar poder, ganhar visibilidade a ANGF, em consequência das suas descabidas  e inusitadas exigências anda, com frequência envolvida em polémicas que têm que ser resolvidas pelos tribunais.

Espanta-me é que estas atitudes sejam tomadas em nome da Assembleia Geral onde, sei, estão pessoas  que considero realizadas e pelas quais tenho simpatia. Que José Fernando Potier as conceba embora censurando, compreendo. Nunca foi ninguém no meio tauromáquico e esta é a forma que arranjou de chamar a atenção sobre si. Agora, aqueles que fazem parte da A.G., e que tiveram comportamento meritório como Forcados, que não precisam de criar expedientes para serem lembrados, custa-me compreender como admitem entrar nestes infantis jogos. A vivência dentro de um grupo de forcados, gera amizades. É verdade. Mas deixar que se sirvam dessa amizade para benefício pessoal, está errado.

Quanto ao gostar de escrever, acerta J.F.P., mesmo que seja qualquer coisa insignificante como esta. Já quanto ao protagonismo, é inconsciência fazer-me tal acusação. Sabe porquê? É que algum protagonismo que possa ter, nunca o procurei. Foi ganho como consequência natural do meu procedimento como Forcado e como homem. Não precisei de ser chefe, diretor ou presidente fosse do que fosse para o obter. E a prova de que o consegui é o livre trânsito que tenho, o tal bilhete gratuito de que fala. Situação que J.F.P. nunca podia usufruir, pois foi-me oferecido pelo prestígio e consideração que alcancei dentro do mundo taurino. Aos mal formados isto faz ciúme

Acabo utilizando a frase de J.F.P. que, considero, se adequa a ele e não a  mim: É UMA TRISTEZA. Acrescento: MAIS QUANDO ALGUÉM NÂO TEM CONSCIÊNCIA DAS SUAS LIMITAÇÕES.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)