“CHINESICES” SOBRE TOURADAS NA CHINA

A “net” tem o condão de pensarmos que alguém irá ler o que escrevemos. Mesmo que tal não aconteça, é um estímulo ao desabafo. Essa a razão por que vou escrevendo.

E, como um desabafo é uma decisão solitária que não espera contrapartidas, basta-me o prazer de o ter feito. No entanto, como nestas circunstâncias se torna público, tem que se ter cuidado em não dar opiniões ou informações erradas. Aliás, precisamente devido às possibilidades de expansão que a “net” tem, as cautelas têm de ser redobradas quando se escreve através dela seja, ou não, um desabafo.

É  precisamente  o  que  não  faz  um dos blogues anti taurinos mais prolixos e pretensiosamente agressivos existentes. Não por mal, penso, mas somente por ignorância ou, por se ter metido na cruzada fundamentalista de acabar com as touradas, sem estar devidamente preparado.

Ora lê-se no blogue: “Chegaram a construir uma praça nos arredores de Pequim que nunca foi utilizada”/”Até hoje,  no  Continente  chinês,  só se realizaram duas touradas em Xangai”.

Pois segundo tenho conhecimento, na Enciclopédia Espanhola de 1991, de M. Ortiz Blasco, Edi: Espasa Calpe, foram algumas mais. No total 13: em 1966, 1967, 1974 e 1975. Mesmo que pretendam argumentar com a condição específica de Macau e que, como sabemos e se provou posteriormente, era mais fictícia que real, as touradas deram-se em território chinês sem qualquer problema ou impedimento. E sempre com lotação esgotada ou bom acesso de público.

Isto é o que está escrito e o que me foi dito oralmente. Assim, a não ser por pura  imaginação e “delírio” (palavra muito utilizada no blogue a que me refiro) persecutório,não vejo onde os “indivíduos”, “estes tipos”, “têm a distinta lata”(entre aspas as educadas palavras e expressões habitualmente utilizadas nesse blogue quando  se referem aos taurinos) de afirmar que os chineses “se iriam rir à gargalhada com a ridícula indumentária dos intérpretes da tourada, de collants cor-de-rosa e sapatilhas de bailarina”. Como se constata, sempre elegância nos ataques.

Nem, seja como for, estar o nome e prestígio de Portugal em jogo, inibe estes belicosos “Assis” de fazer tais considerações depreciativas. Por outro lado, se tivessem consciência do momento difícil que o País atravessa, das dificuldades que tantos portugueses estão a passar, em lugar de desejarem o fracasso da iniciativa de levar as touradas à China, deviam antes apoiá-la. Ou para essas sensíveis “alminhas” (expressão importada da mesma fonte…) o sofrimento do touro é mais importante que o dos homens?

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

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SEGUINDO UM MAU EXEMPLO

Escrevi sobre o blogue que fez referências pretensamente desagradáveis a “um ex-forcado”. Pensava ficar por aqui. Mas a curiosidade levou-me a percorrê-lo com mais atenção.

Verifiquei então a petulância, a intenção de ofender, de amesquinhar, provocar, difamar, com que é elaborado. E embora não usem palavrões como fazem alguns “contras”, o que é positivo, não deixam de ser agressivos e intencional mas frustrantemente, contundentes.

Constatado este facto, embora a intenção inicial não fosse essa, decidi dispensar algum tempo a comentar o enfatuado blogue. Para dar consistência aos meus comentários, utilizarei expressões usadas no referido blogue. Estarão assinaladas a negrito..

A “gentalha” anti touradas, “não se cansa de dizer disparates”. Julga com isso marcar posição destacada quando, afinal, só cai no “descrédito público”. Freneticamente, “essas alminhas”, São Franciscos de Assis domésticos, “sem um pingo de vergonha”, “têm a desfaçatez”, “a distinta lata”, de utilizar o blogue para “debates da treta”, nos quais só publicam o que lhes convém. Pensam que através dos “argumentos falaciosos e demagógicos” que utilizam, lembrando que o toiro é um ser “senciente”, os “tauricidas”, como chamam aos aficionados, mudam de atitude. “Estes tipos são giríssimos!”  “Esta gente não é mentalmente sã” “ao vomitar”, “sentenciosos e pretensiosos”, estas balelas. “Deviam era tomar um chazinho de camomila”. “Sejam homenzinhos!”Não cobardes que se escondem atrás das palavras.

Ainda, arrogantes, convencidos, possivelmente resguardados com a ilusória ideia da força que lhes dá algum diploma universitário tipo Relvas que possam possuir, atacam o reputado filósofo Savater. Por defender a Tauromaquia não hesitam em trata-lo por “dito cujo”, chamar-lhe “ignorante (!)”, “ridículo, atrevem-se mesmo a dizer: como obteve Savater o diploma”.

­­Neste ”talibanico”­­ataque à Tauromaquia, apesar da aparente espontaneidade, possivelmente devido à crise, não falta publicidade, decerto paga, no blogue, disfarçada em subtis anúncios.

Mas se alguém declarar que gosta de assistir à tortura de um animal? Que lhe fazem os piedosos “assis”? Matam-no? Prendem-no? Impõem que a sociedade o ostracize? Mandam-nos para solitária ilha onde não possa contaminar incautos cidadãos com os seus perversos gostos? Não tendo direito, vontade ou força, para tomar qualquer destas iniciativas, julgam que é com pífias e apalhaçadas manifestações anti touradas à porta das praças de toiros, ou com agressivos escritos, por vezes mal-educados, que conseguem acabar com as touradas? Certamente sabem que não. Porém isso não interessa. O pretexto é bom e proporciona o protagonismo que se pretende. Assim…continuam com os protestos anti touradas. Dão nas vistas. É o que realmente interessa.

No citado blogue apresentam também uma “miserável praça de toiros onde um burro serve de montada para a um improvisado cavaleiro tauromáquico. Diz o blogue: “até já torturam burros nas touradas”. Não! Foi um caso esporádico. Podem estar descansados. Ninguém os vai buscar.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

Nota) Mais uma vez: utilizei neste texto palavras e expressões que não minhas. São copiadas  de um blogue que as utiliza constantemente. Estão a negrito

ABRINDO UMA EXCEÇÃO

Por uma questão de sensibilidade e compreensão, considero não se dever responder a escritos, anónimos. Devemos partir do princípio de que quem os usa, tem motivo forte para o fazer. Umas vezes porque sendo pessoa caseira, que gosta de tricotar, passar a ferro ou cuidar dos filhos que, mesmo duvidando que sejam seus, trata como tal, escreveu por escrever, sem outro intuito que desabafar. Também há aqueles que, cobardemente, aproveitam a segurança que o anonimato lhes dá, para provocar, insultar e difamar. Mas esses são “zés- ninguém” que procuram com este expediente darem nas vistas. Sair da opacidade em que vivem. Hoje, como digo, excecionalmente, vou-lhes dar um pouco de atenção.

Primeiro ponto. Com o tom doutoral que se adivinha no escrito, fizeram-me o reparo de que a referência à Dinamarca estava errada. Sem pretender imitá-los, aconselho-os a consultarem a “net”. Evitarão dizer, a este respeito, futuras asneiras. Irão verificar e aprender que as Ilhas Faroé, embora com autonomia, pertencem à Dinamarca. Outro que também podem esclarecer na “net”: não são baleias piloto mas sim golfinhos calderon. Mas está bem. A asneira é livre e não paga imposto. Além de que isso, aqui, não passa de um faits divers.

Já o dizerem que só escrevo disparates, o ser citado por “alminha”, apelidado de “pobre diabo”, o sugerirem que tenho pretensões a ser tratado como “excelência”, me impacienta  um pouco. Mas só um pouco. Diz o ditado que nem todas as vozes chegam ao céu. Assim… Quanto à bravura que referem eu possuir está à vista na forma como aguento as vossas investidas.

Não foi a primeira vez que visitei o blogue em que vem todo este pretensioso arrazoado. Mas foi a primeira e julgo que última, que o fiz em profundidade. Verifiquei, talvez por falta de conhecimentos ou imaginação, a exagerada repetição dos mesmos argumentos anti-touradas. As habituais provocações e insultos aos aficionados e o prato forte e mobilizador de toda a estrutura do blogue – a tortura dos toiros.

É esta obsessão que me faz duvidar de que seja tão sincera como querem demonstrar, a preocupação destes sensíveis e bondosos cidadãos para com os animais. Foi mesmo o que me levou a falar na matança da Dinamarca. Ou, se quiserem, nas Ilhas Faroé.

Dizem eles que estão igualmente atentos aos padecimentos passados por outros animais. Tanto o seu nome PRÓTOUROS, como o que se vê no blogue, contrariam esta afirmação. São quase só com ataques à Tauromaquia que se ocupam. O haver no estrangeiro quem se encarregue de defender outros animais não é razão para eles só se interessarem pelo toiro. É este raciocínio que me leva a pensar que o interesse pelo toiro e a hostilidade às touradas, são motivados pela ambição de protagonismo e não por verdadeira comiseração pelo toiro. Daí considerar hipócritas as atitudes que tomam com o falso pretexto de ser em defesa do toiro.

Por último. Diz a Prótouro no seu blogue: “todos somos animais, uns humanos e outros não humanos”. Concordo. Mas sendo assim e sendo a Prótouro a primeira a dizer que não se devem tratar mal os animais, porque razão continua a insultar os aficionados, a dar deles uma imagem negativa? A não ser claro, que o objetivo seja só e, mais uma vez, dar nas vistas.

Hoje tinha tempo e gastei-o respondendo às provocações. Mas não contem que o faça novamente. Que tenham muita saúde e deixem os outros em paz é o que lhes desejo e peço.

Carlos Patrício Álvares ( Chaubet)

PEDIDO DE AUXÍLIO

Carlos Patricio carlosalvares4@gmail.com
15:51 (há 4 horas)

para diariotaurino, Antonio.lucio, carlosafernand., godinhoecunha, isabelferreira, jarosendo, Clemente.F.Gue., naturalescorre., ccastelhano, antitaurino2000

   Lx. 24/9/2012     

Fui buscar os endereços dos blogues que lutam pela abolição das touradas, contra o sofrimento do toiro á inter: vegetarianismo.blogs.sapo.pt veganismo; vfxantitouradas.blogspot.com;controleaspulgascombioactivaçao.com.

Na primeira mensagem que enviei – SALVEM O PERU! -pus estes endereços. Certamente por erro informático, nenhum destes destinatários deu sinal de a ter recebido.

No entanto, o facto de há vários anos esses blogues tentarem sem êxito, alcançar o seu objetivo e não desistirem, leva-me a pedir o seu auxílio. Preciso da sua perseverança. Da agressividade que põem na defesa das suas convicções. De aprender com eles a adjetivar depreciativamente os que se opuserem aos meus desígnios. A tática da provocação, do insulto. A utilidade de um ou outro palavrão. A exemplo do que eles fazem, trocar de mensagens entre os que anuírem em defender a minha causa, de modo a dar ideia de que somos mais do que realmente somos.

Por tudo isto, peço que os que receberam a minha mensagem SALVEM O PERU, a façam chegar a estes blogues. Além de precisar do seu precioso auxílio, fruto da prática que têm de lutar contra a vontade dos outros, mesmo que estes estejam em maioria, necessito da sua persistência. Os anos passam, pouco ou nada conseguem mas, não desistem. Admirável!

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

SALVEM O PERU

Carlos Patricio carlosalvares4@gmail.com

23:29 (há 16 minutos)

para casademanolete, marinhenseanti., diariotaurino, Antonio.lucio, carlosafernand., godinhoecunha, isabelferreira, jarosendo, Clemente.F.Gue., naturalescorre., ccastelhano, antitaurino2000
Recebi uma mensagem enviada pelo blogue ANTITAURINO2000@GMAIL.COM, que me perturbou profundamente. Comunicava-me ter festejado condignamente, com champanhe e tudo, o facto do  governo do Peru ter proibido as touradas. Deitei-me a pensar no caso. O sono veio tardiamente e intranquilo.

Um insistente  “glu-glu-glu-glu” veio perturbar a minha inquieta modorra. Pressenti que era um peru – (quem mais se podia expressar deste modo?). Não abri os olhos mas fiquei atento ao que se passava ao que ele perUrava”

“Não percebo os humanos! Preocupam-se com o mal que se faz aos toiros, com a sua morte e a nós que quando chega o Natal somos mortos aos milhões ninguém liga. Haverá animais de 2ª ou 3ª? Para mais não nos espetam bandarilhas mas é com estudado sadismo que nos preparam para a morte. Isolam-nos e engordam-nos à força para que a nossa carne seja mais tenrinha e depois, assam-nos no forno e banqueteiam-se com o nosso corpo. Isto, cobardemente, sem nós termos capacidade para dar qualquer resposta.

Os toiros, ao menos, ainda lhes pregam sustos e, de vez em quando, lá se desforram matando ou ferindo um ou outro. Será por isso que são mais dignos de atenção? Ou será porque tomar a nossa defesa não será nem seria notícia e,ao fim e ao cabo a esses farisaicos animalistas o que realmente lhes interessa é dar nas vistas?

E a humilhação que representa para nós, haver um país que se identifica com o nome de Peru, e que dá mais importância aos toiros do que a quem foi a inspiração do nome que o identifica? “

Não resisti mais. Abri os olhos. Por uns milésimos de segundo fiquei admirado de não ver qualquer peru, tal a intensidade do pesadelo porque tinha passado. E tão impressionado fiquei, que resolvi enviar esta mensagem aos blogues que com tanto entusiasmo, persistência, resistência, agressividade, lutam contra as touradas, na esperança que tomem a mesma atitude quanto aos indefesos e simpáticos perus. O meu apelo é pois:

                      S A L V E M O  O  P E R U!

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

champanhe azedo

Ainda a tempo. Como verifico que bebeu o champanhe de forma precipitada e isso pode fazer-lhe mal, recomendo que beba uns copos de água de Vichy. Até o irão acalmar. Evitar que deite foguetes antes da festa. Por mim….mais uma tacinha bem geladinha. P.A.
No dia 22 de Setembro de 2012 16:27, Carlos Patricio carlosalvares4@gmail.com> escreveu:
Com a decisão do parlamento francês azedou o champanhe? Atividade mórbida, execrável e violenta (vá lá…sangrenta não é) é aquela a que os, pretensiosamente auto intitulados, antitaurinos se entregam.Insultam, “tentam” ofender e provocar quem se lhes opõe.
Querem impor ditatorialmente a sua vontade. Se eu não incomodo ninguém com o meu gosto. Com a minha barbárie. Com a minha falta de sensibilidade, que direito têm os antitaurinos de me quererem educar, por-me a pensar como eles? Se o pretexto é a defesa dos animais e sendo eu, animal igual aos antitaurinos (não me venha dizer que não são homens iguais a mim),  porque razão defendem o martírio que os

toiros sofrem e infligem-no a mim, o martírio de ter que os aturar? O que vale é que as vossas tentativas ainda causam menos dano que o infligido aos toiros.Nem sequer me incomodam ou irritam como acontece aos toiros.

champanhe

No dia 21 de Setembro de 2012 11:33, Antitaurino
antitaurino2000@gmail.com> escreveu:

Uma grandiosa notícia

Tal como estava previsto, o Peru acabou de proibir por decreto
qualquer tipo de manifestação que maltrate os animais onde as touradas
tão bem se encaixam

Depois do Panamá, foi agora a vez do Peru e espera-se que até ao fim
do ano o México siga o mesmo caminho. Franca está neste momento a
decidir pela abolição nos municípios que ainda permitem tal
barbaridade Portugal e Espanha, caminham assim para ser o ultimo
bastião de uma actividade mórbida, execrável e sangrenta. A seu tempo
chegara e mais rapidamente que muitos esperam pensam.

Hoje os selvagens foram vencidos, e esta vitória abre outro
importante precedente para os países que ainda toleram a barbárie.

Venha Champanhe…