N U N O C A R V A L H O “Mata”

Quem me conhece sabe da minha simpatia por aqueles que têm coragem para se porem à frente de um toiro para o pegar. Não preciso pois de dizer o quanto me entristeceu o sucedido ao Nuno Carvalho, o “Mata”.

Já com provas dadas, FORCADO e não apenas pegador, uma das bases do excelente Grupo de Forcados do Aposento da Moita. Dia 30 de agosto de 2012, na arena do Campo Pequeno, um duro e mal intencionado toiro de Infante da Câmara, mandou-o para o Hospital de Santa Maria em estado grave. Dizem os médicos que com consequências nefastas irreversíveis

Nuno Carvalho é um valente, é um FORCADO. Tenho a certeza que saberá reagir da melhor maneira a este percalço. A onda de solidariedade que se está a formar a seu favor, decerto o irá sensibilizar e animar. E bem precisa de tal apoio. São 26 anos pujantes de alegria e saúde que acabaram. Mas a vida continua e há sempre formas de a viver. Aos derrotes estava o Nuno habituado a vencer com a sua coragem, força de braço, espírito de sacrifício e estoicismo quando a pega não resultava à primeira. Mas o azar, a fatalidade, é pior que o mais duro derrote e, numa pega, está sempre à espreita. É mesmo nesta imprevisibilidade que está o seu fascínio.

Há sete anos que a qualidade de FORCADO de Nuno Carvalho desafiava com êxito o azar e a fatalidade. Desta vez perdeu. Não vai desistir. É um lutador. Pegar toiros pode ser passado, mas a coragem que possui, não. Ela e os amigos ajudarão a enfrentar o futuro com a mesma coragem com que enfrentava os toiros.

Força  “Mata” cá estamos para te aplaudir e apoiar.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

 

 

NECESSIDADE DE DESABAFAR

Num Grupo de Forcados, o perigo corrido em simultâneo, a entreajuda existente, os êxitos e fracassos vividos em comum, a união de esforços e sacrifícios para triunfo do Grupo cria, entre os que a ele pertencem, laços de amizade que só a Morte desfaz. Mas não totalmente. Os que a Parca leva continuam na memória dos que ficam.

A idade, o seu natural aumento e as vicissitudes da Vida, fazem-me ter a memória cheia de nomes de Amigos que já partiram. Dos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, só restam dois. Eu e Eduardo Salvação Barreto.

Acácio Lyra Vidal, que tanto ajudou o GFAL no seu início, vivia no Brasil há quase cinquenta anos. Nunca quis mudar a sua nacionalidade e todos os anos vinha a Portugal de férias. Na época tauromáquica. Para matar saudades do espectáculo e, através de mim e do Eduardo, dos antigos companheiros. Neste ano, 2012, não chegou a acabar as férias. Dia 31 de agosto, um acidente vascular cerebral, tirou-me mais um AMIGO. Mas, possivelmente como ele no seu  subconsciente pretendia, morreu na sua terra. Na sua Pátria.

São as recordações que dele e de vivências passadas juntos tenho, que me levam a este desabafo. Sei que a poucas ou nenhuma pessoa interessará (exceto ao Eduardo), mas também não importa.

Um desabafo é uma coisa íntima, pessoal, um monólogo que por vezes se tem diante do espelho ou entre os lençóis da cama. Encaro a internet  dessa  mesma maneira. Por isso  intitulei  de desabafo o que escrevi. E porque escrevi?…Não sei, mas algo me diz que o Acácio gostaria que o fizesse.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

SIMPATIA ALTAMENTE COMPENSADA

Tenho pelo Grupo de Forcados Amadores de Portalegre grande simpatia, desde que tive oportunidade de com ele conviver com certa assiduidade, graças a António José Batista ao tempo, Cabo do grupo.

Foi também ocasião para apreciar a hospitalidade da gente do Alto Alentejo. Nas casas de António José Batista e na do saudoso e grande aficionado Lourenço Mourato, de quem não me pude despedir como desejava e devia, fui recebido como família. Disponibilidade que nunca esquecerei. Depois, o contacto com os rapazes que faziam parte do GFAP na altura, entre os quais destaco José Salgado, um excelente FORCADO e o que mais companhia me fez. Essa aproximação deu-me oportunidade de verificar o amor que ele tinha pelo “seu  grupo”. E Luís Mourato tal como o Pai, um apaixonado pelo GFAP. Porém, todos os outros elementos merecem idêntica apreciação.

Conheço o percurso sinuoso do GFAP aliás, igual ao dos grupos de forcados alentejanos mais cotados – todos eles, Montemor, Évora, Beja, devido a incompreensíveis mas violentas lutas internas, tiveram carreiras acidentadas, com suspensão de atividade por vários anos. O GFAP não fugiu a essa regra. Ao longo da sua existência, igualmente teve alguns anos de paragem.

Sendo Portalegre um verdadeiro viveiro de forcados e, dos bons, eram com frequência aliciados pelos grupos de maior valia e não resistiam. Essa razão porque, por falta de elementos, se davam tais paragens. (aliás estou a escrever a história do GFAP e, no meu ponto de vista, a razão porque se concretizam ou, concretizavam, tantas “deserções”.) Por agora só me quero referir à corrida do dia 30 de agosto de 2012 no Campo Pequeno.

Fiquei entusiasmado. Vi no Grupo de Forcados Amadores de Portalegre, a concretização do que me motivou a ser forcado e considero essencial para se ter êxito – um grupo de amigos que se juntou para pegar toiros. Já vira isso durante a chefia do António José Batista. Com a ajuda de um conjunto de rapazes de grande valia, reativou o GFAP e, pelo menos enquanto tive oportunidade de o acompanhar, com grande sucesso.

Pois nesta noite vi determinação, saber, poder, conjunto, interajuda oportuna, dada com marcante espírito de solidariedade e sacrifício. Resumindo: UM GRUPO DE FORCADOS devidamente estruturado Não admira pois o êxito obtido nessa noite de 30 de agosto de 2012 e que, segundo me informei, se tem repetido em anteriores exibições. Faço votos que esta boa qualidade e camaradagem  se mantenha,  que o interesse do GFAP seja sempre posto à frente de querelas pessoais que possam surgir. Para um velho admirador do FORCADO, é motivo de grande satisfação ver um grupo atuar com o nível apresentado pelo GFAP no Campo Pequeno.

Através da grande pega de Nelson Batista o GFAP ganhou, com toda a justiça o prémio estabelecido para a melhor pega. Todavia, se esta ganhou, a do cabo Francisco Paralta que, à antiga, foi a primeira do seu grupo e a de Ricardo Almeida, não lhe ficaram atrás. Mas merecia mais. Aí funcionou a ignorância do público e o comportamento correto mas demasiado modesto do cabo Francisco Peralta. O GFAP deveria ter sido premiado com  a volta à praça. O público não se lembrava de a conceder. Por ser justa, poderia ter tomado a iniciativa de a encetar, chamando-lhe assim a atenção. Tenho a certeza de que, naquela noite ninguém levaria a mal e seria ovacionado. Aliás, há pouco tempo, o cabo de um dos grupos mais afamados que temos, por considerar que o seu grupo deveria ser premiado dessa forma (com toda a razão, diga-se) fez precisamente isso. E a verdade é que não li qualquer censura a tal atitude. Só eu, que sou do passado, a estranhei um pouco mas, já me vou habituando a estas modernices. Que, no caso do GFAP, foi uma pena não terem aproveitado.

Mais uma vez parabéns e que o GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE PORTALEGRE, mantenha o bom ambiente que possui e continue a somar êxitos.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

A FAZER DE ZARATRUSTA

Conhecendo a suscetibilidade dos Forcados, para que não hajam más interpretações e me atribuam intenções que não tenho nem nunca tive, faço sempre uma pequena introdução.

1º- Para se ser Forcado, no passado, no presente e, estou convencido no futuro, é preciso uma qualidade que não é monopólio de nenhuma geração – a valentia. 2º – A pega de toiros teve, tem e terá sempre perigo. 3º – Por isso, todos os Forcados têm, à partida, a minha simpatia. Assim, antes de reagirem negativamente a qualquer comentário que eu possa fazer e considerem menos agradável, lembrem-se do que acima escrevi. Posto  isto  vamos ao cerne da questão. À corrida do dia 19 de agosto no Montijo.

Os toiros espanhóis que apareceram nesse espectáculo, fizeram-me recordar os de há setenta, sessenta anos atrás. Embora os desse tempo, (felizmente), não fossem tão arrobados. No entanto, tal como os saídos no Montijo, careciam de qualidade.

Isso fazia com que houvesse a “pega à meia volta”, “pega à quebra da mão”, “pega ao sopé”. Modalidades a que se recorria para obstar à falta de combatividade,  de  bravura  desses toiros.

Atualmente, de uma forma geral, o pegador chama o toiro de meia praça, ou pouco menos, o toiro investe e a pega acaba junto à trincheira. No tempo a que me refiro, era ainda mais raro o toiro arrancar-se de largo, do que agora não o fazer. A pega acabava antes de se chegar à trincheira porque o toiro parava a “bater”, a derrotar.

Ora para os toiros que surgiram no Montijo, nomeadamente para um, cuja falta de combatividade foi chocante, é que uma das modalidades a que me refiro, seria indicada. Para pegar um toiro nestas condições tinha que se arriscar. Era preciso “ir busca-lo” , como se dizia na gíria dos forcados. Entrar no seu terreno. OBRIGÁ-LO a marrar. O espectáculo vinha depois.

O toiro marrava contrafeito. Não corria. A sua falta de combatividade levava-o a parar derrotando, procurando  desfazer-se  do pegador. A movimentação dos ajudas  igualmente era diferente. Hoje o toiro, no seu galope, vai ao seu  encontro.   Naquele tempo, quase se pode dizer que eram  os ajudas que tinham que correr para o toiro.

Enfim, lembrei-me disto porque, quanto a mim, era assim que se devia tentar pegar aquele toiro. Foi um teste positivo à valentia do Forcado que foi à cara. Mas desnecessariamente desgastante. O número de vezes, a convicção e determinação com que desafiou o toiro, merecia um prémio maior.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

 

 

 

Do cabo de forcados Sr. Nuno Vinhais

Exmos Srs., bom dia,

Sem qualquer tipo de intuito ou tentativa de alimentção de polémica, escrevo-vos estas breves palavras depois de ter lido o texto que o Sr. Carlos Patrício Álvares escreveu com o titulo de “O Menino Atrevido e Malcriado”.

O Sr. Carlos Patrício Álvares escreve um texto de ataque gratuito ao Presidente da ANGF onde, após uma consulta pela internet, enumera alguns pontos de atuação da ANGF nos últimos tempos.

Devo dizer, em minha defesa e na qualidade de cabo do Grupo de Forcados Amadores das Caldas da Rainha, grupo pertencente a ANGF, que os pontos que enumerou foram resultado de votação por parte de TODOS os cabos dos grupos representados na ANGF e não da direção da mesma.

Informo que, nunca houve qualquer tipo de pressão ou tentativa de coação por parte da direção junto dos grupos associados na tentativa de encaminhar uma votação num certo sentido.

Sou um homem trabalhador e pai de família que pensa pela sua cabeça e sinto-me ofendido pelo Sr. Carlos Patrício Álvares quando ataca sem qualquer tipo de fundamento a ANGF e em particular o seu presidente pois automaticamente está-me a atacar também a mim e a TODOS os cabos dos grupos que constituem a ANGF.

Relativamente aos ataques pessoais e no tom em que são referidos, não me vou sequer pronunciar pois considero ser negativo para o mundo da forcadagem andar com este tipo de argumentos… Considero que não é o numero de toiros pegados que definem a grandeza de um homem!

Nuno Vinhais – Grupo de Forcados Amadores das Caldas da Rainha

JOAQUIM JOSÉ PENETRA

JOAQUIM JOSÉ PENETRA

Antes do dia 2 de agostode 2012, escrevi que Joaquim José Penetra para benefício do Grupo de ForcadosAmadores do Ribatejo, de que era Cabo passara, discretamente, essaresponsabilidade para João Machacaz. Não houve qualquer acto a salientar essaresolução.

Assim, a frase: DEUSESCREVE DIREITO POR LINHAS TORTAS, aplica-se perfeitamente ao acontecido nopassado dia 2 na arena do Campo Pequeno. Fez-se justiça.

Quim Zé, sofreu emsilêncio as consequências do subterfúgio que o fizera deixar a chefia do GFAR,mas nunca se conformou. Resolveu por isso aproveitar a ida do GFAR à Monumentallisboeta, para aí fazer a tradicional despedida e passagem de testemunho aonovo Cabo, João Machacaz. Cerimónia que a sua, necessária para bem do GFAR, masprecipitada saída, inviabilizara.

Foi ele o primeiro atentar a pega. Tanto este como o segundo toiro, foram os mais ásperos da noite,embora nenhum dos outros tivesse sido como se costuma dizer, “pera doce”. OEng. Luís Rocha mereceu a chamada á arena, agradecendo os aplausos do público queesgotou a praça.

Na primeira tentativa,notou-se a falta de rodagem que o afastamento das arenas provocou. O Quim Zé dotempo em que estava em forma, tinha-se agachado um pouco e evitado que o toiroo apanhasse pelos joelhos, tivesse ficado mal fechado e fosse desfeiteado. Curiosamenteeste percalço deu-lhe a oportunidade de mostrar todo o seu estoicismo, valentia,garra de FORCADO. Que também a mostrou, mas não com tanto sacrifício, o FORCADOdo GFABV, que foi à cara do segundo toiro da corrida. Mais uma vez se prova queAlcochete é terra de Forcados.

Volta à praça,agradecimento no centro da arena com a assistência a aplaudir com entusiasmo.Mimado ainda com mais aplausos quando despiu a jaqueta diante dos filhos e afoi entregar ao Cabo que o substituiu, oficializando assim a transferência daresponsabilidade.

O adeus – Pai e filhos

 

Aos ombros do novo cabo João Machacaz

Fotos FernandoClemente

 

É que Quim Zé tendo caído na arena na primeira tentativa. Sendo pisado pelotoiro, ficando muito combalido, recusou desistir da pega. Cambaleante,nitidamente inferiorizado, (soube-se mais tarde, com o braço esquerdo partido)tentou a pega mais duas vezes. Na segunda também não ficou e, mesmo assim,ainda foi à que lhe deu o êxito. Para o qual, muito contribuiu João Machacazcom oportuna e utilíssima primeira ajuda, apoiando o braço molestado.

Concluindo, a despedida a que Joaquim José Penetra, o Quim Zé, FORCADO demão cheia, tinha direito. Daí ter-me lembrado do “Deus escreve direito porlinhas tortas”. (podiam era não terem sido tão tortas – braço partido e corpotão moído, parece-me demasiado ÓH! ALTÍSSIMO)

Carlos Álvares (Chaubet)

MAIS VALE TARDE QUE NUNCA

MAISVALE TARDE QUE NUNCA

Foi com satisfação que tive conhecimento da homenagem queno dia 2 de agosto, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, vai ser prestada ao alcochetano Joaquim José Penetra.Com pai, tio e irmão forcados e de uma terra onde o pegar toiros é quase uma religião, não admira que muito cedo sentisse o desejo de seguir o exemplo dos seus familiares. Teve oportunidade de o fazer no G.F.A. Lisboa  por  coincidência,  comandado por um alcochetano, pois foi nessa aficionada terra que nasceu o famoso Nuno Salvação Barreto, fundador deste famoso Grupo.                                                                                                                                                                                                                                                             Neste conjunto, duro e exigente, teve ocasião de mostrar a sua coragem, voluntariedade, resistência física e anímica. Só um FORCADO com garra excecional e aficion desmedida á pega, aguentava as provações porque foi passando, devido a colhidas sofridas.Uma vez, na praça do Campo Pequeno, após ter tentado quatro vezes inutilmente,a pega de cernelha, cansado e magoado, receando  que o  Diretor  de Corrida  mandasse  recolher o toiro, por  brio pessoal e para defender o prestigio doGFAL,  após descansar um pouco sentado no estribo da trincheira, teve ânimo para executar excelente pega de caras. Seguiu o lema do verdadeiro FORCADO: “ O TOIRO NÃO PODE RECOLHER VIVO AO CURRAL” ( Ou não  fosse  ele alcochetano…)

Nuno  Salvação  Barreto  tinha-me  confidenciado  que dadas as suas qualidades seria ele o seu sucessor. Porém, devido a sub-reptícias manobras, viu-se preterido nessa nomeação. Injustiça que nunca perdoou e saiu.

Convidado para cabo do Grupo do Aposento Verde de Alcochete, o seu feitio frontal, direto, e conceções diferentes do que deve ser um Forcado, não foram bem aceites. Sentia-sedesconfortável.

Sabedores disso e devido ao conhecimento que tinham do seu valor, elementos do Grupo do Ribatejo, desafiaram-no para tomar o comando deste Grupo na altura, a passar dificuldades. Aceite o honroso convite, sob a sua orientação o GFAR voltou á ribalta, ao lugar que por tradição merece.

Todavia,inimizades pessoais, compadrios e falta de isenção incompreensíveis, inviabilizavam a inscrição do Grupodo Ribatejo, na Associação Nacional dos Grupos de Forcados.   Então Joaquim José Penetra, Quim Zé, para quem o interesse do Grupo do Ribatejo está em primeiro lugar, tomou uma decisão,certamente custosa para quem gosta de pegar toiros como ele. Vendo que era asua chefia  a  impedir a inscrição do  Grupo na ANGF, desistiu do seu comando.

No entanto,sempre preocupado com o comportamento do G. do Ribatejo, não saiu sem arranjar substituto á altura. Encontrou-o em João Machacaz que, decidido, valente, fisicamente poderoso e com amor ao GFAR, mostrou ter sido boa escolha.

Decisão  tomada com sacrifício, mostra a personalidade e pragmatismo de Quim Zé. Qualidades, infelizmente, raras hoje em dia. O oportunismo, o“chico-espertismo” é o que mais se encontra.

Quim Zé cedeu a sua posição de cabo e, para não arranjar problemas ao Grupo, nem sequer se farda. Mas um Forcado como ele qualquer grupo deseja ter. Foi desafiado várias vezes. Mas não. Embora não se fardasse nunca deixou o Ga quem tanto se afeiçoou. Acompanha-o para todo o lado. Muitas vezes pedidos,  são ouvidos com atenção e respeito os seus experientes conselhos.

Vai agora ter a homenagem que ainda não teve se bem que há muito a merecesse. Mas, como digo, MAIS VALE TARDE QUE  NUNCA. Não faltarei á homenagem e espero que muitos outros façam o mesmo. Como Homem e como Forcado, Quim Zé é credor de todos os elogios. .

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)