P R Ó-T O U R A D A S – 693 – “C O N T R A S” – 323

Este título representa o resultado da votação feita no Parlamento Europeu, sobre a continuação ou fim das touradas. Sucedeu o que ambicionava e, como escrevi, considerva ser o mais pertinente e consensual. Agora o que me levou a comentar esta ocorrência.

Li no blog  do “Amoroso Marosca”, vulgo Mário Amorim, que me trata por “Choné”, que por pressão dos blogs anti touradas, o Parlamento Europeu, iria votar a extinção dos espetáculos tauromáquicos. Esperei que alguma entidade, das que se proclamam defensoras da Tauromaquia, surgisse a opor-se ou a desmentir  tal  notícia. Como isso não acontecesse resolvi, embora um protesto em nome individual não tenha a mesma força, fazer eu exposições ao Presidente do Parlamento Europeu, aos Partidos e Parlamentares que dele fazem parte, a favor da continuidade do espetáculo tauromáquico.

Diretamente não recebi qualquer resposta, mas o resultado da votação, satisfez-me. Até pelo ambicioso pensamento de que as razões que apresentei nas exposições, possam ter tido qualquer influência na decisão tomada ou serem idênticas às que levaram o Parlamento Europeu à já referida votação.

Frustrados e furiosos com este desfecho ficaram os “contra”, os anti taurinos ou anti touradas, como se pode ver pelo escrito aqui em parte reproduzido.  Mais uma vez um apelo à jahdaista, àquilo a que chamo Guerra Santa. Embora sem cortes de cabeças….diga-se.

Óra leiam: “SÓ UMA ESTRATÉGIA DE UNIÃO, EM SEGUIMENTO AO  QUE FALEI NOS ÚLTIMOS  DIAS, PODE CONSEGUIR  A ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL. É FUNDAMENTAL QUE TODA A GENTE TRABALHE EM CONJUNTO, TRABALHE EM UNIÃO. SEGUIDAMENTE ALIARMOS O LOBBY POLÍTICO E UMA MUITO FORTE PRESSÃO SOCIAL. PENSO QUE ESTE É O CAMINHO A SEGUIR. PENSO QUE PARA SERMOS MAIS FORTES DO QUE O MAFIOSO LOBBY TAUROMÁQUICO, TEMOS DE AGIR DESTA FORMA”.                                                                   Último desabafo emitido. …………” PARLAMENTO EUROPEU CONTINUA NO SEU MEDIATIVISMO BACOCO”.

Qual a razão deste pedido de  união de esforços? Será uma infantil e ridícula ideia inspirada nos tempos em que os povos se uniam para combater os infiéis? Em vez da cruz a internet. As cruzadas substituídas pelos infantis e ruidosos “meets” defronte das praças de toiros, ou por insultos e provocações online? Segundo li em  “confiáveis” (!!!) blogs dos “contra”, ações deste tipo fazem-se desde 1809. Quer dizer, há mais de 200 anos. Lembram-me D.Sebastião mais a sua desastrosa jornada de Alcácer-Quibir. E, pelo que me parece e desejo, também os “contra”, os anti taurinos ou anti touradas, acabarão por desaparecer anonimamente como o malogrado Rei. E eles, sem deixarem saúdades ou serem lembrados em baladas.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

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EXPOSIÇÃO AO GOVERNO

Exmo Senhor Pedro Passos Coelho, Primeiro Ministro e Exmos Senhores Ministros: Rui Machete – Paulo Portas – Maria Luís Albuquerque – Pedro Aguiar Branco – Manuel Macedo – Paula Teixeira da Cruz – Luís Marques Guedes – Miguel Poiares Maduro – António Pires de Lima – Jorge Moreira da Silva – Assunção Cristas – Paulo Macedo – Nuno Crato- Pedro Mota Soares

Carlos Alberto Neves Anapaz Patrício Álvares, contribuinte 100390358, morador na rua Capitão Humberto de Ataíde, nº 1 – 3º frente, 1170 Lisboa, vem chamar a atenção de Vossa Excelência, para um assunto suscetível de prejudicar o pleno uso dos meus direitos, e os de milhares de portugueses.

Tive conhecimento de que alguns grupos de cidadãos, a exemplo do que outros já haviam feito em 2012 e se verificou ter sido uma ação fraudelenta, como informa a Wikipédia tecionam dirigir-se novamente a Vossas Excelências, à Assembleia da República, pedindo a abolição das touradas.

Sou apreciador e defensor dos espetáculos tauromáquicos. Encontro neles emoção, estética, valentia, estoicismo, solidariedade e voluntariedade no perigo. Sou também sensível à ajuda que a sua existência representa para quem neles é envolvido: bilheteiros, porteiros, seguranças, arrumadores, pessoal dos curros e de arena, emboladores, pessoal dos bares, banda de música, publicitários,diretor de corrida, assessor, cornetim, autoridades e peões de brega, médico, enfermeiros e bombeiros. Todos eles fazem parte do espetáculo, e encontram nele a receita extra, por vezes bem necessária, para equilibrar um orçamento infelizmente, muitas vezes, deficiente. Claro que se pensa logo nos principais atores do espetáculo: cavaleiros, forcados, matadores, novilheiros. Nas fortunas que ganham. Os Forcados nada ganham. Apesar do perigo que correm e de algumas mortes já registadas, continuam a ser amadores. Aos outros sim mas, não a todos, pagam-lhes bem. O valor da vida que eles arriscam em cada atuação. Mas a admiração, o prestígio e popularidade que adquirem, criou-lhes inimigos.

Os “contra”, os anti taurinos ou anti touradas, invejando o portagonismo alcançado, frustrados por não terem valor para conseguir o mesmo, além de os denegrirem, matreiramente, arranjaram oportuno pretexto para os atacar. Oportunistas, dizem ser contra o castigo que os toiros sofrem numa tourada que protestam. Descarada hipocrisia!…Se fossem sinceros esses bons sentimentos de compaixão ajudariam, em primeiro lugar, as pessoas, os carenciados, que vemos por Santa Apolónia e Terreiro do Paço, esperando a comida e carinho que gente realmente caridosa lhes leva. Imagem que por me chocar e emocionar profundamente, sempre invoco.

Por ser um assunto que me sensibiliza muito, talvez me tenha alongado em demasia. Peço desulpa do tempo que lhes tomei. No entanto, o receio de que a raivosa teimosia dos “contra”, dos anti taurinos ou anti toutradas, com os seus habituais truques e mentiras, os convença a votar, como eles querem, a abolição das touradas, a isso me leva.

Agradecendo o interesse que se dignem dispensar a esta minha exposição, com esperança de que a sua análise seja benéfica para os aficionados e para todos os envolvidos no espetáculo tauromáquico,

Com considerção e respeito

Carlos Alberto Neves Anapaz Patrício Álvares

P O R………………T A B E L A

Podia seguir o exemplo dos autores dos blogs dos “contra”, dos anti taurinos ou dos anti touradas, como me retificou, Mário Amorim, o que me apelidou de “choné”, e do outro, o Alamedina, que vive à custa das respostas que ingenuamente fazem aos seus comentários, logo aproveitadas para preencher o seu blog, num “RESPOSTA À RESPOSTA” parasita. Os dois colaboram, postando emails um do outro, mais o de “RESPOSTA À RESPOSTA”. Não vou proceder como eles. Não preciso de “muletas”.  Não vou postar emails alheios no meu blog, na tentativa de lhe dar o  interesse e visibilidade que não lhe consego dar sozinho.

No blog do “choné”, aquele que mais consulto e se tornou minha leitura assídua e até, de algum modo, me serve de inspiração embora, quanto a mim, a sua exagerada contundência o faça perder objetividade, li: A COBARDIA DOS COBARDOLAS DOS FORCADOS. É deselegante, grosseiramente  ofensivo Como seria se eu, POR TABELA, dissesse o mesmo dos autores dos blogs e sites anti touradas -“QUE SÂO UNS COBARDOLAS  QUE SE ESCONDEM NO ANONIMATO, PSEUDÓNIMOS E DISTANCIA”, para insultarem e difamar os taurinos, os que apreciam touradas? Não era bonito pois não? Até porque, como acontece com o comportamento dos “contra”, denunciava logo a minha incapacidade inteletual e cultural, para conseguir argumentos válidos e civilizados para impor ou defender  as minhas ideias.

Carlos Patrício Álvares  (Chaubet)

I N T E L I G Ê N C I A E R E A L I S M O

A decisão que os atuais responsáveis pela gestão da parte tauromáquica do Campo Pequeno, tendo à  frente a Drª Paula Mattamouros Resende, o Matador de Toiros Rui Bento Vasques, como Diretor da Atividade Tauromáquica e o Dr Paulo Pereira responsável pelas Relações Públicas e Comunicação Social, tomaram, mostra bem o interesse e realismo com que seguem a situação daTauromaquia Nacional e a fase economicamente difícil que o nosso País atravessa.

O espetáculo tauromáquico é do agrado de grande número de portugueses.Mesmo quando não enchem, as praças não deixam de ter uns milhares de espectadores. Muito acima do que os “contra”, os anti taurinos, dizem. A existência do Forcado e o seu ineditismo dão o carater nacional ao evento sendo,simultaneamente, motivo de atração para quem nos visita. Assim, ponderando com inteligência em todos estas circunstâncias e,conhecendo a grande aficion existente, decidiram baixar o preço dos bilhetes e dando atenção especial, aos filiados na Associação Nacional de Grupos de Forcados.

Comportamento realista e de louvar, que contribue para que os aficionados mantenham a sua aficion, indiferentes aos ridículos e, muitas vezes, ordinários ataques que , acoitados na net, uns individuos, travestisados de caridosas almas, desde 1809, inutil mas teimosamente, lhe fazem.

Mas a frustração sentida pelos aficionados, por as suas dificuldades económicas os impedirem de assistir ao seu espetáculo de eleição, e a consequente diminuinuíção de assistência que as férias de Verão provocam, levaram à  anulação de uma das corridas programada. Certamente terão pensado, deste modo não causar complexos ou frustações  àqueles que gostariam de vir ao espetáculo e só não o fazem por uma questão financeira e, ao memo tempo, defendendo-se de um possível prejuízo, devido a menos assistência, resultante de toda esta situação.

Tal medida porém, embora racional e objetiva, deu de imediato aos “contra”, aos anti taurinos, pretexto para especulações. A supressão de um espetáculo era o sinal do fim da Tauromaquia. Infantilmente disseram.Um espetáculo com menos assistencia, é iguamente aproveitado para a mesma fantasia.

Se fosse oportunista como eles, perante as pífias manifestações anti taurinas, feitas junto às praças de toiros, cada vez com menos estéricos, barulhentos e irrequietos adolescentes, diria que tais manifestações pouco mais tempo têm de vida. E, com mais objetividade . Figuras ridículas, toleradas e feitas na juventude, são dificeis de repetir quando se cresce. Esse o motivo porque a faixa etária dos manifestantes, se situa à volta dos vinte anos.

Carlos Patrício Àlvares (Chaubet)

 

S U G E S T Ã O E E S P E R A M Ç A

Por ser aficionado à Tauromaquia, sou violentamente insultado, por vezes grosseiramente, por pessoas travestisadas de candidas e caridosas almas. Através de descaradas, pretensiosas, provocadoras, apalhaçadas e ruídosas manifestações à porta das praças de toiros ou, cobarde e habilidosamente na internet, a coberto do anonimato ou  pseudónimo, esses insignes cidadãos, desafiam e inventivam os que, pacatamente, usufruindo o seu direito de escolha, apreciam os espetáculos tauromáquicos.

A agressividade e atrevimento é de tal ordem que, para evitar que eles se continuassem a aproximar dos aficionados para os censurar, dirigindo-lhes palavras insultuosas e desafiadoras, proporcionadoras de conflitos (logo aproveitados pelos manhosos “contra” para acusarem de violentos os taurinos) se criou um espaço, vigiado pela Polícia, onde eles são acantonados. A necessidade de tal prevenção, denuncia bem o seu “pacifismo”. Vale-nos saber que é apenas uma minoria, com tendência a desaparecer.

A existência do BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME – CONVERSA AMIGA – ASSOCIAÇÃO CONTRA A FOME – COZINHA COM ALMA – HERÓIS DO MAR e ainda, sei, há mais, são grupos de PESSOAS  moralmente bem formadas, que se preocupam com o sofrimento alheio. Infelizmente no entanto, em número insuficiente. É mesmo esta a razão porque, tomando em consideração o entusiasmo, imaginação, perseverança, postas pelos “contras”, pelos antitaurinos, nas suas  ruidosas demonstrações anti touradas, e partindo do principio de  serem verdadeiros os seus bons sentimentos e sensibilidade, me ocorreu fazer uma sugestão.Dar-lhes a conhecer a  existência destas organizações  de solidariedade e a necessidade que elas têm de colaboradores.

O conhecimento da escassez de membros com que elas se debatem, talvez os motive a ajudá-las. A porem ao seu dispor a energia, persistência, e bons sentimentos que reivindicam. Não terão a cobertura mediática que as caricatas manifestações, os “meets” diante das praças de toiros têm mas, a serem verdadeiros os bons sentimentos que apregoam, certamente lhes bastará a consciência de terem mostrado a sua empatia e preocupação pelos que delas precisam.

Esperançado em que esta sugestão seja aceite.

Carlos Patrício Álvares  (Chaubet)

A  I  N  D  A    A   P  R  O  P  Ó  S  I  T  O

Por mera coincidência, após escrever este texto, tive que ir à Estação de Santa Apolónia. Eram 19h30. Lá estavam dois carros particulares e uma carrinha. Uma “multidão”  a rodeá-los. Eram carenciados à procura de comer, de ajuda, do carinho humano de que estão privados. Já tinha assistido anteriormente a cenas identicas mas, desta vez, tomei mais atenção. Confirmei que continua a haver quem se incomode com aqueles para quem a vida foi ou é madrasta. Ver o interesse e carinho com que o fazem, a satisfação que exteriorizam por poderem ser úteis a que precisa, emocionou-me. E tudo feito discretamente. Mostrando com tal procedimento, a delicadeza e sinceridade dos seus sentimentos. Não os propagandeiam através de gaitas, apitos ou gritaria como fazem os “contra”, os anti taurinos nos seus protestos de oposição aos espetáculos tauromáquicos. Para eles basta-lhes sentirem-se bem por poderem, de algum modo, atenuar o sofrimento de alguém.

Perante esta situação e tendo em conta o exaustivamente  publicitado voluntarismo dos “contra”, dos antitaurinos, para boas ações, sugiro  que ponham de parte o sempre invocados padecimentos do toiro, e  aceitem ir colaborar com as referidas associações, para as quais o sofrimento humano é prioritário. Tenho a certeza que seriam úteis e bem recebidos. Tenho alguma esperança de que esta sugestão seja aceite.

OS 70 ANOS DO G.F.AMADORES DE LISBOA

Amigo e companheiro de Nuno Salvação Barreto, durante vinte e um anos, vesti e fiz por honrar a jaqueta do GRUPO DE FORCADOS que ele fundou e comandou enquanto esteve entre nós. Sendo o da ideia, naturalmente foi o indicado para Cabo do GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE LISBOA.

Contou com a colaboração do seu irmão Eduardo, de Luís Felipe Shore, Luís Felipe Nunes Dias, Eduardo Demony Moreira Santos, Anibal de Albuquerque, Vítor Manuel Guerreiro, Nuno Bonfim de Matos, Acácio Lyra Vidal, José Timóteo Pereira, António Rodrigues Pinto, José Cruz e Silva e de mim próprio. Pegar toiros é um desporto coletivo. A amizade, a confiança entre os elementos de um grupo de forcados, é essencial. Foi mesmo a ligação existente, que levou o GFAL a triunfar. O seu arranque e implantação num meio fechado e elitista como era, ao tempo, o tauromáquico, foi duro. Todos de antes quebrar que torcer, derrubaram barreiras, “desbravaram mato”. À custa de muito valor, querer e determinação, num ambiente hostil e desconhecido, vencemos. Nenhum outro conjunto, sem as nossas características, conseguiria vencer a verdadeira batalha que travámos Criámos um GRUPO coeso, atrevido, de gente que pegava por gostar de fruir o perigo, não para obter protagonismo. A fama adquirida, fê-lo ser apetecível para jovens com maneira de ser idêntica à  nossa. Com o avançar da idade, alheios a vedetismos, discretamente, os fundadores foram-se retirando. Com a mesma naturalidade com que tnham entrado. O pegar toiros é um acto, um desejo intimista. Bastava-lhes a concretização de uma satisfação pessoal. O seu abandono, forçado pela idade, mas natural, deu oportunidade aos que estavam ansiosos para entrarem. Não foram acrescentar mais prestígio ao GFAL, mas tiveram o mérito de o manter: José Caraça, Manuel da Câmara, L. Miguel Roquete, José Frade, António Lapa, António Porto, Abreu Lima, Carlos e José Eusébio, Ramiro Cardigos, Domingos Barroca, Armindo Sul Ramos, J. Pedro Faro, Horácio Lopes, Joaquim Penetra, José Batista, Eurico Lampreia, A. Lourenço Marques, Arlindo Barreto, Juliano Louceiro, José Capoulas, A. Félix Mendes, Joaquim Morais, Custódio Capoulas, José Pereira, Sarmento Beja, Carlos Rosado, J. Nuno Azevedo Neves, Falcão Castiço, Luís Peres e se me esqueço de mais algum desse tempo… peço desculpa, ajudaram a que o GFAL se mantivesse na ribalta. Porém, a melhor qualidade que os toiros foram obtendo e a morte do Nuno, vieram dar um novo carisma ao GFAL. Igualmente, deixou de haver o perigo acrescentado, da “pega ao sopé”. De ser necessária a “pega à meia volta”, “ponta do capote”, ” à  quebra da mão”. Até a “pega de cernelha”, muito raramente é usada. O toiro, normalmente chamado de largo, salvo raras exceções que, quando surgem, logo baralham os pegadores por não estarem preparados para as enfrentar, passou a ter uma investida franca, retilínea. Um derrote vertical, a que só a embalagem adquirida na corrida dá maior agressividade. Com a fácil ajuda que este comportamento do toiro proporciona, o pegar toiros tornou-se, não quero dizer fácil, pegar um toiro nunca será fácil, mas, mais previsível. O que, quanto a mim, é contraproducente. A provar esta ideia, está o facto de existirem hoje cinquenta, ou próximo, grupos e forcados e, no tempo dos FORCADOS a que me refiro, com carácter permanente, só haver três – Santarém, Montemor e Lisboa. Mas bem, o que me leva a todo este arrazoado, não é isso. É antes, o sentir-me abusivamente usado. Na corrida do dia 7 de agosto de 2014 no Campo Pequeno, em que se homenageavam os setenta anos do GFAL, sem me terem feito qualquer pedido ou dado explicação, foi enaltecido o passado de êxitos do GFAL. A propaganda à corrida igualmente os citava. Nenhuma referência aos responsáveis por esse sucesso. E são muitos, uns mais outros menos, todos, cujo nome mencionei, contribuíram para que o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, se tornasse referência positiva e admirada no meio taurino. Percebo a intenção e até certo ponto, compreendo. Embora não concorde, nem considere bonito, proteste e reivindique. É conhecido que uma forma de subir na vida e na sociedade, é aproveitar a nosso favor, a auréola de alguém ou de alguma coisa. Ser Cabo de um Grupo de Forcados, como já referi, possuidor de grande notoriedade, proporciona um protagonismo e visibilidade de invejar. Conscientes disso, ambiciosos, foi o que fizeram e fazem, os que tomaram o lugar de N.S.B. Como disse, apesar de não concordar com os métodos que estão a utilizar para o fazer, compreendo que procurem fugir a uma medíocre e monótona existência, desejem imitar os que veem serem considerados em meios sociais onde eles, de outro modo, dificilmente  ou nunca, entrariam. Todavia, apesar desta compreensão, tenho uma objeção e sugestão a fazer. Não admito que seja abusivamente aproveitado para propaganda, o admirável curriculum do GFAL, para o qual concorri. Fazendo parte do conjunto de FORCADOS que com vontade, estoicismo e valentia, impuseram o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, não consinto que se sirvam do nosso esforço em proveito próprio. Deixem de se servir dos nossos feitos. Criem o vosso próprio curriculum. Outra sugestão: Já que tem um carácter familiar – a chefia do GFAL foi passada de pai para filho – podiam formar o GFAFG – Grupo de Forcados Amadores da Família Gomes. Evitavam assim serem acusados de oportunistas. De se servirem do nome do “MEU” (nosso…) GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE LISBOA.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)

A P E L O A O S “CONTRA” A O S ANTI TAURINOS

Parecerá estranho o pedido que eu, acérrrimo defensor dos espetáculos tauromáquicos, vou fazer àqueles que, invocando louvável preocupação pelo sofrimento dos toiros, me querem privar do mesmo. No entanto,  motivo forte e sério, leva-me a tal anómala iniciativa.

Sucede, que mesmo não concordando com os discutíveis  argumentos dos “contra”, reconheço que, pelo menos à primeira vista, eles proveem de pessoas de sólida formação moral, possuidoras de caridosos sentimentos cristãos que não suportam, não admitem nem gostam, de ver o terrrivel, segundo eles, sofrimento que numa tourada, é infligido a um animal. À partida, são de aplaudir e respeitar, os bons sentimentos que motivam as suas ações. É mesmo esse reconhecimento que está na origem deste apelo.

Ontem, dia 6/9/14, pelas dezanove horas, na Estação de Santa Apolónia, tive oportunidade de assistir a uma manifestação de solidariedade, bondade, caridade, que me chegou a emocionar – e que, segundo me disseram, se repete todos os dias. Vi chegar três carros PARTICULARES que estacionaram no passeio fronteiro à estação. A movimentação dos “sem abrigo” que por ali andavam, chamou-me a atenção. Todos se dirigiram para os carros formando, voluntaria e ordeiramente, filas.

Foi então que vi a razão de toda aquela movimentação. Dos carros saíram cinco ou seis SENHORAS, que foram distribuindo pelos “sem abrigo” comida e carinho. Sem usarem megafones ou cartazes  para propagandear a sua ação, sem provocar ou insultar os que se limitavam a assistir. E se tivessem o espírito ditatorial dos “contra”, tinham motivo forte para o fazer – a indiferença ou o olhar para o lado, dos que presenciavam o que se passava, era realmente chocante.

Como disse eram SÓ cinco ou seis SENHORAS e os “sem abrigo”, uns trinta. As manifestações, os “Meets” (como se diz enfaticamente), juntam quarenta a cinquenta  “contra”, anti taurinos. É a constatação de todos estes factos que me deu a ideia de escrever este texto, que vou dirigir aos “contra”, aos anti taurinos, esperançado que acedam ao pedido/sugestão que lhes faço.

Pela sua preocupação pelo sofrimento infligido aos toiros, manifestam os bons sentimentos que possuem. Considerando que os mesmos se manifestem também, se virem  o sofrimento, as carências dos “sem abrigo”, de mulheres e homens e a falta, de meios humanos para os ajudar, se voluntarizem para irem ajudar essas SENHORAS que abnegadamente, sem espalhafato, tendo como compensação, apenas a sua satisfação pessoal, aparecem em Santa Apolónia. E não só. Igualmente no Terreiro do Paço.

Infelizmente, em Portugal, há várias circunstâncias para demonstrarmos os nossos bons sentimentos. Não é apenas nos tais “Meets” à porta dos tauródromos.

Carlos Patrício Álvares (Chaubet)